segunda-feira, 1 de julho de 2019

Reflexões Finais


Estar cursando Pedagogia me permite associar teoria e prática, ir muito além, qualificando a minha prática pedagógica, de maneira que eu possa auxiliar meus alunos em suas dificuldades, pois sabemos que os desafios educacionais são grandes e não podemos desistir.
Chegando ao final dessa trajetória, reconheço a importância de muitas pessoas que contribuíram para a realização deste sonho. E só me resta agradecer.
Agradeço a Deus, que guiou meus passos nesta caminhada, concedendo-me sabedoria e paciência para alcançar meus objetivos.
À minha família, pelos incentivos, pelo amor e compreensão.
Às amigas que me apoiaram com seus sorrisos, seus elogios e abraços fraternos e às colegas de graduação, que trilharam comigo esta caminhada de conhecimentos, interação, anseios e desafios.
A minha orientadora, professora Mariangela Ziede, pelo carinho, paciência e incentivo.
Aos professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Curso de Pedagogia, que dividiram conosco seus saberes para que pudéssemos construir os nossos.
Em especial, agradeço a minha filha Marina, minha irmã Vera, minhas amigas Marjane e Ana Paula pelo apoio incondicional.

Aprendizagem Significativa


Quando os alunos participam da tomada de decisão a respeito de um tema ou projeto, é possível que constituam relações entre os novos conteúdos e os conhecimentos que já possuem, conseguindo aprendizagens mais significativas.
Gadotti (2000, p. 9) afirma que: ...o educador é um mediador do conhecimento, diante do aluno que é o sujeito da sua própria formação. Ele precisa construir conhecimento a partir do que faz e, para isso, também precisa ser curioso, buscar sentido para o que faz e apontar novos sentidos para o que fazer dos seus alunos.

Aprendizagem e Mediação


Confesso que antes de iniciar meus estudos acadêmicos, dominar e me aprofundar na temática das tecnologias parecia ser algo impossível. Com os estudos e a necessidade (afinal, o curso de Pedagogia é na modalidade EAD) fui aos poucos tomando conhecimento do assunto e aprendendo. Estando próximo do fim do curso, percebo o quanto aprendi sobre as mídias e tecnologias e o quanto ainda tenho que aprender... e parafraseando Guimarães Rosa, Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende, então tenho aprendido muito com os meus alunos e com a bagagem de conhecimentos que trazem para a escola sobre tecnologias. E, podemos dizer que quanto mais aprendemos, mais nos interessamos pelo assunto.
De acordo com Schlemmer (2006) "...não podemos pensar em “nós” e “eles”, mas sim nos vermos como um todo integrado, resultante da soma das partes mais as relações que se estabelecem por meio das trocas e da mediação pedagógica. Dessa forma, a relação professor-aluno precisa ser autêntica e verdadeira.

Relembrando os Estudos sobre Gestão Democrática


Durante a realização da Prática de Estágio, deparei-me com algumas situações que me fizeram lembrar dos estudos sobre Gestão Democrática e sua Importância.
E relembrando as aulas do curso de Pedagogia, reflito sobre as questões sobre gestão democrática. Sabemos que no contexto em que vivemos, a escola está se distanciando do sentido real da democracia. Fala-se muito e busca-se muito por uma gestão democrática, porém não é o que acontece na maioria das escolas. Na realidade, da qual faço parte, há um faz de conta na gestão democrática.  A construção do PPP não é feita com a participação dos membros e da comunidade escolar, decisões são tomadas pela equipe diretiva e, depois, passadas aos professores.
Uma gestão democrática envolve a participação de todos, possibilitando o envolvimento de todos os integrantes da escola no processo de tomada de decisões e no funcionamento da organização escolar. Se todos participarem, haverá um melhor conhecimento dos objetivos e das metas da escola, de sua estrutura organizacional, de suas relações com a comunidade, possibilitando um ambiente de trabalho favorável a maior aproximação dos professores, pais e alunos. Assim, teremos uma educação com significado para o educando.

Relembrando os Estudos sobre Cultura e Diversidade


A questão, prevista na Lei nº 10.639/03, confere às escolas a responsabilidade de incluir no currículo o ensino de história e cultura afro-brasileiras e o resgate da contribuição política, econômica e social do negro no país.
De acordo com Oliveira (2002), o nosso universo cultural é feito de valores e saberes partilhados que, muitas das vezes surgem em oposição a valores e saberes de outras culturas, ou seja, grande parte da nossa identidade é tecida em oposição às outras formas de estar no mundo de outros grupos sociais e é desse modo que aprendemos a nos inserir no mundo.
Num mundo de grandes desigualdades, nem sempre é fácil lidar com as diferenças, porém viver em sociedade implica a necessidade de uma postura em relação às distinções estabelecidas, buscando-se compreendê-las e abordá-las de forma crítica.

Relembrando os Estudos de Piaget


Piaget (1998), diz que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo, por isso, indispensável à prática educativa. Valorizar o lúdico durante os processos de ensino significa considerá-lo na perspectiva das crianças, sendo vivido na sala de aula como algo espontâneo, permitindo-lhes sonhar, fantasiar, realizar desejos e viver como crianças de verdade.
Brincando a criança cria mecanismos para o seu desenvolvimento, pois são ações que se traduzem em experimentação, descoberta, invenção, exercita o raciocínio vivendo assim, uma verdadeira possibilidade de se enriquecer em vários aspectos e se tornar um indivíduo criativo e crítico.

Relembrando os Estudos de Vygotsky



Na teoria de Vygotsky, é importante perceber que como o aluno se constitui na relação com o outro, a escola é um local privilegiado em reunir grupos bem diferenciados a serem trabalhados. Essa realidade acaba contribuindo para que, no conjunto de tantas vozes, as singularidades de cada aluno sejam respeitadas.  Portanto, para Vygotsky, a sala de aula é, sem dúvida, um dos espaços mais oportunos para a construção de ações partilhadas entre os sujeitos.

Relembrando Minha Trajetória


Desde meus anos escolares, na adolescência, sempre tive interesse pelos estudos e pela carreira do magistério, porém a vida nos leva, muitas vezes, por caminhos diferentes do que idealizamos. Assim, ao invés de seguir a carreira do Magistério, me direcionei para a área da contabilidade, mas o desejo pela educação estava adormecido, mas não morto. Então, surgiu a oportunidade de fazer o Curso de Aproveitamento de Estudos- Magistério na Escola Estadual 1° de Maio, em Porto Alegre.
Logo no início do curso, senti uma alegria e satisfação. Ao terminar o curso, já comecei a trabalhar na área da educação, iniciando pela educação infantil, um universo lindo, encantador e repleto de aprendizagens. Neste nível trabalhei por oito anos, foi quando em 2012 iniciei minhas atividades na Escola de Ensino Fundamental São José, onde estou até o momento. E, foi a partir deste ano que descobri a maravilhosa experiência da alfabetização e letramento. Desde então, venho trabalhando com as turmas de 1° ano do ensino fundamental e a cada ano aprendo muito mais.
Com a alfabetização e o letramento surgiu a vontade e a necessidade de ampliar os meus conhecimentos, pois sabemos que a prática é importante, porém de nada adianta sem o aprofundamento teórico. Buscando por uma formação continuada de qualidade, surge-me a oportunidade de cursar Pedagogia na modalidade EAD, na UFRGS, uma Instituição de excelência. Posso dizer que o início dos estudos foi muito difícil, porém marca bem o meu eu antes e após os estudos acadêmicos. Inicialmente, poderia dizer que era uma “analfabeta digital”, mal conseguia enviar um e-mail, totalmente avessa às novas tecnologias, porém, hoje, ainda não domino totalmente, mas sinto-me envolvida e interessada pelas mídias e tecnologias. A cada novo dia, eu direciono meu interesse e foco em aprender mais sobre essa ferramenta tão útil e necessária para a era em que vivemos.
Estar cursando Pedagogia me permite associar teoria e prática, ir muito além, qualificando a minha prática pedagógica, de maneira que eu possa auxiliar  meus alunos em suas dificuldades, pois sabemos que os desafios educacionais são grandes e não podemos desistir.

Memórias das tecnologias na escola II


Certas tecnologias que utilizamos em nossa infância atualmente tornaram-se corriqueiras, mas tiveram um impacto em determinada época. Atualmente o avanço tecnológico acontece de maneira muito rápida, onde a escola ainda em desvantagem, com tantas novidades.
Com o avanço da tecnologia com o passar dos anos tem seus prós e contras, quando falamos em tecnologias que ajudem a beneficiar o andamento e a vivencia do ser humano, na educação, na vida pessoal e profissional.
Nas salas de aula, proporcionando facilidade aos alunos na aprendizagem, mas ao mesmo tempo esquecendo os verdadeiros princípios da aprendizagem e do conhecimento, exemplo, no meu tempo de aluna tínhamos que saber a tatuada da ponta da língua, hoje o aluno não necessita saber, mas sim, saber onde encontrar, no celular, nas tabelas, enfim, dificultando seu raciocínio na hora da realização dos exercícios. Alunos que levam para suas escritas, costumes apresentados no watts, mas ao mesmo tempo, celulares com internet, facilitando a utilização para pesquisas e dúvidas tiradas em sala de aula
 Antigamente tínhamos que saber os números dos telefones celulares das pessoas para ligar, hoje se não tivermos em mãos o aparelho não sabemos, as vezes me pergunto, onde está a aprendizagem pois os alunos não precisam mais pensar, tem a tecnologia para ajudar.       
Mais importante que equipar as escolas é incentivar os professores na apropriação dos novos recursos assim como a construção de conhecimentos dos alunos. Que a utilização destas  tecnologias sejam um facilitador  no momento da apropriação do conhecimento, tanto para o docente como para o educando, sendo bem  aplicada na educação toda a comunidade escolar será beneficiada por ela.

Memórias das tecnologias na escola


Nos últimos anos os avanços científicos e tecnológicos foram  os responsáveis pela rápida mudança em nossa sociedade. Com a rapidez de informação a maneira como nos relacionamos com os demais foi alterada e essas mudanças podem ser percebidas na escola.
A escola está inserida neste contexto, nesta sociedade e com tal reflete estas contradições e repetições. Se por um lado nossas escolas parecem estagnadas no tempo, por outro os alunos que frequentam estas instituições estão conectados com um mundo diverso, mundo este que muitas vezes não se encontra refletido na escola.
 Devemos criar espaço para a discussão e para o uso destas tecnologias, e não fingir que elas não existem. As mídias (televisão, computador, rádio) e as tecnologias são recursos que facilitam nosso dia – a – dia, não apenas em casa , mas também com nossos alunos. Elas servem para despertar o interesse do educando pra as problemáticas propostas durante as aulas.
O acesso as tecnologias tornou-se essencial ao desenvolvimento social,cultural e intelectual. Cada momento em que uma tecnologia nos é apresentada a evolução se faz presente, a comunicação nos conecta aos recursos para que possamos interagir com o meio que nos cerca, fazer parte da inclusão com novas tecnologias fazendo a diferença no meio e no mercado de trabalho. 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Revisitando a Postagem sobre Novos Olhares

No decorrer dos semestres venho adquirindo muito conhecimentos que estão contribuindo para minha prática pedagógica e evidenciando a importância da Pedagogia nos espaços escolares. Baseado nos estudos que estamos desenvolvendo, reflito sobre a necessidade de novos olhares para a educação e remeto-me ao questionamento: que educação queremos para as nossas crianças?
Pensando nisso, lembro-me de um trecho do texto de Rubem Alves:


Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado. (ALVES, 2010).

O texto, em sua profundidade, concede uma grande reflexão. Acredito que este seja o eixo norteador dos nossos estudos pedagógicos.  Em todas as disciplinas do curso de Pedagogia buscamos refletir sobre nossas práticas pedagógicas, assim como Rubem Alves faz na citação acima. Somos convidados a criar coragem para voar, somos motivados a pesquisar, a aprender, a mudar e, principalmente, compreender a importância de uma formação constante e consciente do tipo de educador que desejamos ser.
Pensar em ser para de fato ser, construir a sua identidade profissional para auxiliar a formação da criança no contexto histórico em que está envolvida. Primeiramente, nós, educadores, precisamos nos libertar da gaiola que nos foi construída e ganhar as nossas asas. Assim, auxiliar nossos alunos para que desabrochem as asas que já nascem dentro de si, permitindo a cada um deles compreender a sua real capacidade e aprendam a voar sozinhos
Parafraseando Rubem Alves: “Há esperança...” acredito que as escolas devem desempenhar o papel de asas, permitindo que o educando possa voar em busca de seus objetivos. Uma educação que vise à formação do sujeito crítico- social, que tenha como ponto de partida a realidade do educando, as suas experiências, e que o valorize como sujeito ativo do seu processo de aprendizagem, valorizando o pensamento reflexivo, para que eles cresçam profissionalmente e pessoalmente.
Precisamos ser educadores, não basta estar professor. Quem é educador consegue ser instrumento de construção, guia do saber, incentivador do pensar levando o educando a desenvolver a capacidade de pensar e agir criticamente.Pensando em asas ou gaiolas, reflito sobre as disciplinas do semestre que oportunizaram criar asas e mantiveram-se empenhadas em deixar que, nós, futuros pedagogos, pudéssemos voar. Ao longo do semestre, aprendemos que para motivar o aluno para a aprendizagem, é preciso fazer com que ele encontre sentido naquilo que pretendemos ensinar, precisamos nos esforçar para que as aulas criem asas e não gaiolas. 

ALVES, Rubem. Gaiolas e asas. Disponível em www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0512200109.htm . Acesso em 06/02/2019

Revisitando a Postagem sobre Dialogicidade


Pensando sobre, relembramos o texto de Paulo Freire e suas reflexões sobre a dialogicidade e a sua necessidade inerente ao ser humano. Não há comunicação sem dialogicidade, portanto ela se torna essencial, principalmente a nós educadores que temos na comunicação nossa principal ferramenta de trabalho. Freire (2003) já considerava em sua teoria sobre a dialogicidade que não existe diálogo se não houver um profundo amor ao mundo e aos homens (FREIRE, 2003, p.79). Ele propõe uma educação pautada no diálogo, e considera que todas as pessoas têm conhecimentos e que podemos aprender juntos, ouvindo um ao outro de forma respeitosa. O diálogo é essencial e deve ser verdadeiro, transparente e crítico, tanto para quem aprende como para quem ensina, pois isso resultará em um compromisso e reconhecimento com o próximo. Quando criamos um ambiente em que o diálogo se estabelece, podemos dizer que isso é sinônimo de comprometimento, conquista, trabalho, solidariedade, isso é aprendizado
Para termos a educação como fonte transformadora do ser humano e da sociedade é preciso que o professor se coloque como mediador e em contínuo processo de formação, e essa não é uma tarefa fácil. Para ver coisas novas é necessário renovar o olhar e desprender-se das antigas ideias.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 35ª edição, 2003


Revisitando a Postagem sobre Modelo Epistemológico


Atualmente, passamos da ideia do professor que apenas transmite conhecimento para o entendimento de que o ser humano é capaz de construir o seu próprio saber e, para isso, o professor deve possibilitar aos seus educandos, condições de aprendizagem, comprometendo-se também com o seu próprio aprendizado. Sabemos que a ideia não é nova, foi desenvolvida por Piaget (2002), que incentivou o desenvolvimento como uma mola propulsora da aprendizagem, via ação internalizada na busca de equilíbrio.  Essa linha de pensamento evoluiu e tomou novos rumos com outros estudiosos, como Vygotsky (2003), que reforça a ideia de aprendizagem alicerçada no social que considera a pessoa em seu todo, envolvendo a cognição e a afetividade.  É importante que o educador tenha consciência do seu papel nessa nova cultura de aprendizagem, passando de um modelo epistemológico empirista, cujo ensino está baseado na ideia de transmissão de conhecimento, para outro modelo epistemológico construtivista, situado na zona de desenvolvimento proximal (ZDP), em que partindo do conhecimento prévio do aluno ele vai auxiliá-lo a apropriar-se de novos conhecimentos, como um mediador.
                                                                                                   
PIAGET, J. Epistemologia Genética. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

VIGOTSKY,Y. Psicologia Pedagógica. Porto Alegre: ARTMED, 2003.


Revisitando a Postagem sobre Aprender e Ensinar


Os conceitos de ensinar e aprender são necessários dentro da área da educação e vem sofrendo modificações ao longo da história, estudar este tema nos faz repensar os meios e as possíveis ações que possam contribuir para mudar ou melhorar as questões, que vêm sendo destacadas como taxativas na e para a educação que se almeja. Isso quer dizer que não se pode admitir um ensino de memorização, competitivo, em que o professor é o único detentor do conhecimento, o todo poderoso. Um ensino em que o professor expõe seu conhecimento e exige do aluno o que foi apresentado. O momento atual pede urgência na mudança de foco, tanto no professor como no aluno.
Com base nessas ideias podemos afirmar que o processo de aprender e o de ensinar têm mão dupla, pois envolvem educadores e educandos num enfoque motivacional. O ato de ensinar e aprender é de pura criatividade. E é por meio do diálogo e trocas que o educador contagia seus alunos e é contagiado, aprendendo novos padrões e percepções. É uma aproximação por meio da afetividade. O professor está em constante processo de ensino e de aprendizagem também. Está aprendendo sobre e com seus alunos, sobre novas descobertas, diferentes técnicas, didáticas, postura profissional, adquirindo novos conhecimentos, se atualizando. Deste modo, o professor reavalia o método e começa a ensinar e estimular seus alunos a serem pensadores e não somente repetidores de informação.

Revisitando a Postagem sobre Projetos de Aprendizagem


Pensando numa educação democrática, significativa e compartilhada, que possibilite auxiliar o educando na sua formação integral, é importante utilizar os Projetos de Aprendizagem como um meio de trabalho pertinente ao processo de ensino.
Hernández (1998) vem discutindo o tema e define os projetos de trabalho não como uma metodologia, mas como uma concepção de ensino, uma maneira diferente de suscitar a compreensão dos alunos sobre os conhecimentos que circulam fora da escola e de ajudá-los a construir sua própria identidade.
O trabalho por Projetos de Aprendizagem (PA) necessita de mudanças na concepção de ensino e aprendizagem e, automaticamente, o professor muda a sua postura. Hernández (1998) enfatiza ainda que o trabalho por projeto não deve ser visto como uma opção puramente metodológica, mas como uma maneira de repensar a função da escola.
Os projetos devem ser vistos pelo seu caráter de fortalecer a interdisciplinaridade, pois permite quebrar com as barreiras disciplinares, possibilitando a relação entre as diferentes áreas de conhecimento numa situação contextualizada da aprendizagem.
Trabalhando na área da alfabetização, acredito que o saber oriundo da leitura passa a ser de grande importância no modelo social que se configura o que faz com que a escola exerça um papel fundamental para a transformação da sociedade, o ambiente escolar é um fator preponderante no desenvolvimento do cidadão.


HERNÁNDEZ, F. Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho. Porto Alegre: ArtMed, 1998.



Revisitando a Postagem sobre o filme Como estrelas na Terra toda Criança é Especial


Fiz questão de revisitar a postagem sobre o filme “Como estrelas na Terra toda Criança é Especial” para fazer reflexões e lançar novos olhares sobre aprendizagem, diversidade, inclusão, bem como a relação professor e aluno. O filme foi de grande importância para a minha aprendizagem e sempre que possível indico para meus colegas de profissão.
Por meio do filme podemos refletir que é fundamental ter maior percepção na compreensão do processo de inclusão, bem como a importância da formação de seus educadores, visando assim facilitar o trabalho nas escolas atendendo a diversidade existente, de forma que todos tenham melhores condições de aprendizagem e possam evoluir dentro daquilo que lhes é possível.
No espaço escolar temos uma grande diversidade, cada indivíduo traz a sua bagagem e se junta a outro. Interage e diverge com os outros. A educação deve estimular a total aceitação das diferenças e das singularidades que fazem parte de cada um de nós. Precisamos romper com as barreiras do preconceito, da discriminação e da exclusão. Para tanto devemos ser éticos e trabalhar com o conceito de ética desde os primeiros anos de vida.  E mais do que falar sobre o assunto, devemos mostrar que é possível ser ético em todos os momentos de nossa vida. A ética é uma questão de autonomia (aquilo que vem de dentro). É a regra interna que tem de ser internalizada, e não apenas obedecida. Precisamos ser exemplos. Conforme os textos lidos durante o semestre, a respeito das questões étnico- raciais, observação, imitação e experimentação são elementos fundamentais para a aprendizagem em algumas culturas indígenas e em outras culturas também.
 A construção do conhecimento deve ocorrer coletivamente e estar voltada para questões que contemplem as diferenças, ou seja, a diversidade humana que compõe a escola, sendo necessário para isso, incluir questões a serem discutidas e/ou refletidas tais como: etnia, raça, gênero, classe, sexo, deficiência, entre outras, valorizando todo o conhecimento que os diferentes grupos trazem para a sala de aula, enriquecendo muito mais o ensino e a aprendizagem, onde, infelizmente acabam sendo despercebidos ou ignorados por muitos professores.
Na escola, nós somos co-autores da sociedade que estamos criando. Nós, professores, temos o papel de multiplicadores. Atitudes nossas fazem muito e contam muito. Ações que podem ajudar na trajetória do sujeito. Por isso, não podemos aceitar discriminação de ordem nenhuma. É preciso fazer da escola um lugar de acolhimento que promova a valorização da diversidade e o respeito.  O educador é o primeiro ser que deve ser educado. Como uma criança irá respeitar a multiplicidade das diferenças, se o professor carregar em si o preconceito? A educação deve estimular a total aceitação das diferenças e das singularidades que fazem parte de cada um de nós.



Revisitando a Postagem sobre a Importância da Hora do Conto


Trabalhar com a literatura infantil possibilita despertar na criança o gosto e o prazer de ler. Para isso, a figura do professor e da família são indispensáveis. É fundamental para a formação do leitor a atuação do professor, levando-se em consideração, também, a responsabilidade da família e do meio social no qual a criança está inserida.
Durante a leitura, o papel do mediador é muito importante. Desde a escolha da obra, do compartilhamento, até a discussão sobre o livro. O mediador de leitura pode ser a mãe, o pai, os avós, o irmão mais velho, um parente próximo... O importante é que exista um mediador. Porém, o professor talvez seja o mediador mais habilitado, pois estuda e prepara-se para mediar situações de aprendizagem, sendo a prática de leitura uma delas.
         Não podemos ignorar que a leitura é um hábito. E hábitos são adquiridos diariamente, pela repetição e pela observação. Quando um professor faz uso apenas de palavras para ensinar os hábitos de ler e não o exemplo, ele está destinado ao fracasso. As crianças repetirão suas ações: falarão em ler, mas não o farão. O professor precisa ser, antes de tudo, um leitor, precisa ser exemplo para o educando. Cramer e Castle afirmam que “[...] dentro da sala de aula, não há modelo mais efetivo do que um professor que realmente ame os livros e a leitura. A centelha de prazer será captada pelos alunos que têm a felicidade de terem um exemplo deste tipo” (CRAMER; CASTLE, 2001, p.111)
      Por meio de práticas pedagógicas, utilizando-se de projetos interdisciplinares, que contemplem atividades lúdicas, desafiadoras e criativas, o professor  ensina a criança a ler e a gostar de ler. Promover o encantamento pela literatura pode contribuir para o desenvolvimento de um leitor assíduo, que sente prazer ao ler e busca por novos conhecimentos.
        Por meio da literatura infantil, da arte de ler, de ouvir e de contar histórias, podemos despertar na criança o gosto pela leitura, estimular a imaginação, a reflexão e contribuir para o seu desenvolvimento intelectual, emocional e social.

CRAMER, Eugene H.; CASTLE, Marrietta. Incentivando o amor pela leitura. Porto Alegre: ArtMed, 2001.

Revisitando a minha postagem sobre Inclusão


Ao fazer o trabalho de releitura das postagens do Blog, me deparo com a postagem sobre Inclusão, um tema tão importante e muito debatido na formação acadêmica.  É preciso pensar na Inclusão, diariamente, na nossa prática pedagógica.
Embora com tantos avanços em relação á educação inclusiva, por meio de leis, decretos ou resoluções, ainda há uma caminhada longa a ser percorrida para que as pessoas com deficiência sejam realmente incluídas no processo educativo e social.
A busca pela inclusão já é realidade nas escolas brasileiras, mas

Os professores do ensino regular consideram-se incompetentes para lidar com as diferenças em sala de aula, especialmente para atender os alunos com deficiência, pois seus colegas especializados sempre se distinguiram por realizar apenas esse atendimento e exageraram essa capacidade de fazê-lo aos olhos de todos. (MANTOAN, 2006, p. 17).
Para muitos educadores, a inclusão em educação [...], é entendida como sinônimo de movimentação de todos os alunos das classes ou das escolas especiais para o ensino regular, pressupondo-se que a simples inserção desses alunos nas turmas ditas comuns significa que estão incluídos e integrados com seus pares “normais” e exercendo seu direito de cidadania de apropriação e construção do saber e do saber fazer. (,CARVALHO 2007, p. 87).

Mas não basta a conscientização dos professores do ensino regular, seguimos a passos muito lentos rumo a uma escola verdadeiramente inclusiva, devido à falta de investimento do governo, através de políticas públicas que busquem a qualidade do ensino, pois:

A inclusão é uma inovação que implica um esforço de modernização e reestruturação das condições atuais da maioria de nossas escolas – especialmente as de nível básico -, ao assumirem que as dificuldades de alguns alunos não são apenas deles, mas resultam em grande parte do modo como o ensino é ministrado e de como a aprendizagem é concebida e avaliada. (MANTOAN, 2006, p. 40).
               
A inclusão é uma inovação que perpassa as paredes da escola e sugere mudanças maiores, mudanças de paradigma, de conceito, de visão, mudança de mundo.
Uma escola inclusiva depende da contribuição de cada aluno, com suas dúvidas, suas inferências, suas habilidades e suas dificuldades para enriquecer a classe regular.
Faz-se  necessário compreender que a inclusão é um desafio e que devem ser vislumbradas com otimismo, parceria, e principalmente respeito à diversidade. Acreditando que a mudança deva partir de cada um, pois as alterações ao nível de estrutura escolar, adaptação curricular e preparação profissional só acontecerão quando, primeiramente, houver mudança dentro de nós.

CARVALHO, RositaEdler. Educação Inclusiva: com os pingos nos is. 3. ed. Porto Alegre: Mediação, 2005.

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: o que é? Por quê? Como fazer? 2. ed. São Paulo: Moderna, 2006.
             

Revisitando minha postagem sobre o Brincar


Nossa! Relendo minha escrita, percebo a fraca argumentação comparado à todo conhecimento adquirido na formação acadêmica ao longo destes semestres. Hoje, percebo a importância deste tema e fico feliz por poder falar sobre o assunto associando a alguns teóricos.
O ato de brincar tem foco  de várias Investigações uma vez que proporciona à criança o desenvolvimento e a motivação nas atividades que realiza ao longo do seu dia-dia. A brincadeira é uma atividade diária de cada criança e cabe ao adulto proporciona-lhe a capacidade de vivenciar muitas  experiências que  contribuirão para o seu desenvolvimento futuro.
O brincar está profundamente ligado à aprendizagem, visto que é por meio  desta atividade que a criança se desenvolve e constrói o seu próprio conhecimento.
É fácil entender que é o brincar que vai ajudar a criança no processo de aprendizagem, pois irá proporcionar situações imaginárias onde ocorrerá o contato com os seus pares e educadora o que fará com que haja desenvolvimento cognitivo e um aumento de conhecimento.
Baseado nos estudos de Vygotsky (2007) o brincar é uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação pelas crianças, assim como de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e adultos.
Vygotsky realça a importância do brincar dizendo “…que o brincar satisfaz certas necessidades da criança e que essas necessidades são distintas em cada fase da criança, pois vão mudando no decorrer de sua maturação” Podemos dizer, que a brincadeira é uma ferramenta de extrema importância para o desenvolvimento Infantil. Embora seja uma atividade normal na Infância merece ser estimulada, uma vez que é o auxílio para a maturação e para o desenvolvimento cognitivo. A brincadeira auxilia o desenvolvimento da criança de forma tão intensa e marcante que a criança leva todo o conhecimento adquirido nesta fase para o resto de sua vida.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2007


Revisitando a Postagem sobre a Literatura Infantil no Processo de Alfabetização e Letramento


Como professora alfabetizadora,  sempre procuro ler e estudar mais sobre este tema, tão importante para mim. Os estudos acadêmicos têm contribuído muito para a minha formação.  Revendo minha postagem, percebo o quanto os projetos que utilizam a literatura infantil contribuem para a alfabetização e o letramento.
A leitura é uma atividade essencial na vida das pessoas. Ela é uma das habilidades mais importantes que podem ser desenvolvidas pelo ser humano. A prática da leitura faz parte da nossa vida e está presente em muitas das nossas atividades diárias. Lemos sempre com um objetivo, seja na busca do conhecimento, do entendimento, por prazer, por curiosidade seja para melhor compreender o mundo em que vivemos.
Ler tornou-se uma necessidade, pois é a partir da leitura que participamos ativamente de uma sociedade, compreendemos a realidade em que estamos inseridos e chegamos a importantes conclusões sobre o mundo e os aspectos que o compõem.
Ademais, a leitura é uma atividade enriquecedora, pois desenvolve a capacidade de criar, obter e aumentar os conhecimentos, possibilitando uma nova visão do mundo. O leitor estabelece uma relação entre a fantasia, encontrada no universo literário, e a realidade, encontrada no meio em que vive.
O conceito de leitura está geralmente restrito à decodificação da escrita. Porém, como já ressaltado, a atividade de leitura não corresponde a uma simples decodificação de símbolos, mas significa, de fato, interpretar e compreender o que se lê. Nesse segmento, os Parâmetros Curriculares Nacionais relatam:

Um leitor competente é alguém que, por iniciativa própria, é capaz de selecionar, dentre os trechos que circulam socialmente, aqueles que podem atender a uma necessidade sua. Que consegue utilizar estratégias de leitura adequadas para abordá-los de forma a atender a essa necessidade. (BRASIL, 2001, p. 54)

Assim, um indivíduo pode ser considerado leitor quando passa a compreender o que lê. Ler é antes de tudo compreender, por isso não basta decodificar sinais e signos, é necessário transformar e ser transformado.
Paulo Freire (1989), em A importância do ato de ler, trabalha com a temática da leitura, discutindo sua importância, explicitando a compreensão crítica da alfabetização, reforçando que a alfabetização demanda esforços no sentido de compreensão da palavra escrita, da linguagem, das relações do contexto de quem fala, lê e escreve. Trata-se da relação entre leitura de mundo e leitura de palavra.
A literatura infantil exerce um fascínio sobre a criança, possibilitando a ela novas descobertas, por isso, é importante que a escola e o educador mostrem as portas de acesso à leitura, desde o 1º ano do ensino fundamental e provoquem na criança o desejo de ler, de criar, de imaginar e de descobrir. O trabalho com a literatura infantil deve unir o texto, o leitor e a mediação educativa. O interesse pela leitura e a competência da leitura constrói-se por meio da leitura literária.
Nesse contexto, a literatura infantil torna-se um importante recurso pedagógico dentro e fora da escola, não apenas para que a criança se aproprie do conhecimento historicamente acumulado, mas para compreender, interpretar e transformar a realidade ao seu redor, ampliando a sua visão de mundo. Para Aguiar e Bordini (1988), “todos os livros favorecem a descoberta de sentidos, mas são os literários que o fazem de modo mais abrangente” (p. 13).
Como a literatura infantil é um importante instrumento na formação da criança, não há como desvincular as obras literárias do espaço escolar. Ela precisa ser trabalhada como arte e não apenas como pretexto para ensinar os conteúdos previstos didaticamente.


Referências
AGUIAR, Vera Teixeira de; BORDINI, Maria da Glória. Literatura, a formação do leitor: alternativas metodológicas. São Paulo: Mercado das Letras, 1988.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: língua portuguesa. Brasília, 2001. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br>. Acesso em: 11 jan. 2019.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez, 2000.