segunda-feira, 1 de julho de 2019

Reflexões Finais


Estar cursando Pedagogia me permite associar teoria e prática, ir muito além, qualificando a minha prática pedagógica, de maneira que eu possa auxiliar meus alunos em suas dificuldades, pois sabemos que os desafios educacionais são grandes e não podemos desistir.
Chegando ao final dessa trajetória, reconheço a importância de muitas pessoas que contribuíram para a realização deste sonho. E só me resta agradecer.
Agradeço a Deus, que guiou meus passos nesta caminhada, concedendo-me sabedoria e paciência para alcançar meus objetivos.
À minha família, pelos incentivos, pelo amor e compreensão.
Às amigas que me apoiaram com seus sorrisos, seus elogios e abraços fraternos e às colegas de graduação, que trilharam comigo esta caminhada de conhecimentos, interação, anseios e desafios.
A minha orientadora, professora Mariangela Ziede, pelo carinho, paciência e incentivo.
Aos professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Curso de Pedagogia, que dividiram conosco seus saberes para que pudéssemos construir os nossos.
Em especial, agradeço a minha filha Marina, minha irmã Vera, minhas amigas Marjane e Ana Paula pelo apoio incondicional.

Aprendizagem Significativa


Quando os alunos participam da tomada de decisão a respeito de um tema ou projeto, é possível que constituam relações entre os novos conteúdos e os conhecimentos que já possuem, conseguindo aprendizagens mais significativas.
Gadotti (2000, p. 9) afirma que: ...o educador é um mediador do conhecimento, diante do aluno que é o sujeito da sua própria formação. Ele precisa construir conhecimento a partir do que faz e, para isso, também precisa ser curioso, buscar sentido para o que faz e apontar novos sentidos para o que fazer dos seus alunos.

Aprendizagem e Mediação


Confesso que antes de iniciar meus estudos acadêmicos, dominar e me aprofundar na temática das tecnologias parecia ser algo impossível. Com os estudos e a necessidade (afinal, o curso de Pedagogia é na modalidade EAD) fui aos poucos tomando conhecimento do assunto e aprendendo. Estando próximo do fim do curso, percebo o quanto aprendi sobre as mídias e tecnologias e o quanto ainda tenho que aprender... e parafraseando Guimarães Rosa, Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende, então tenho aprendido muito com os meus alunos e com a bagagem de conhecimentos que trazem para a escola sobre tecnologias. E, podemos dizer que quanto mais aprendemos, mais nos interessamos pelo assunto.
De acordo com Schlemmer (2006) "...não podemos pensar em “nós” e “eles”, mas sim nos vermos como um todo integrado, resultante da soma das partes mais as relações que se estabelecem por meio das trocas e da mediação pedagógica. Dessa forma, a relação professor-aluno precisa ser autêntica e verdadeira.

Relembrando os Estudos sobre Gestão Democrática


Durante a realização da Prática de Estágio, deparei-me com algumas situações que me fizeram lembrar dos estudos sobre Gestão Democrática e sua Importância.
E relembrando as aulas do curso de Pedagogia, reflito sobre as questões sobre gestão democrática. Sabemos que no contexto em que vivemos, a escola está se distanciando do sentido real da democracia. Fala-se muito e busca-se muito por uma gestão democrática, porém não é o que acontece na maioria das escolas. Na realidade, da qual faço parte, há um faz de conta na gestão democrática.  A construção do PPP não é feita com a participação dos membros e da comunidade escolar, decisões são tomadas pela equipe diretiva e, depois, passadas aos professores.
Uma gestão democrática envolve a participação de todos, possibilitando o envolvimento de todos os integrantes da escola no processo de tomada de decisões e no funcionamento da organização escolar. Se todos participarem, haverá um melhor conhecimento dos objetivos e das metas da escola, de sua estrutura organizacional, de suas relações com a comunidade, possibilitando um ambiente de trabalho favorável a maior aproximação dos professores, pais e alunos. Assim, teremos uma educação com significado para o educando.

Relembrando os Estudos sobre Cultura e Diversidade


A questão, prevista na Lei nº 10.639/03, confere às escolas a responsabilidade de incluir no currículo o ensino de história e cultura afro-brasileiras e o resgate da contribuição política, econômica e social do negro no país.
De acordo com Oliveira (2002), o nosso universo cultural é feito de valores e saberes partilhados que, muitas das vezes surgem em oposição a valores e saberes de outras culturas, ou seja, grande parte da nossa identidade é tecida em oposição às outras formas de estar no mundo de outros grupos sociais e é desse modo que aprendemos a nos inserir no mundo.
Num mundo de grandes desigualdades, nem sempre é fácil lidar com as diferenças, porém viver em sociedade implica a necessidade de uma postura em relação às distinções estabelecidas, buscando-se compreendê-las e abordá-las de forma crítica.

Relembrando os Estudos de Piaget


Piaget (1998), diz que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo, por isso, indispensável à prática educativa. Valorizar o lúdico durante os processos de ensino significa considerá-lo na perspectiva das crianças, sendo vivido na sala de aula como algo espontâneo, permitindo-lhes sonhar, fantasiar, realizar desejos e viver como crianças de verdade.
Brincando a criança cria mecanismos para o seu desenvolvimento, pois são ações que se traduzem em experimentação, descoberta, invenção, exercita o raciocínio vivendo assim, uma verdadeira possibilidade de se enriquecer em vários aspectos e se tornar um indivíduo criativo e crítico.

Relembrando os Estudos de Vygotsky



Na teoria de Vygotsky, é importante perceber que como o aluno se constitui na relação com o outro, a escola é um local privilegiado em reunir grupos bem diferenciados a serem trabalhados. Essa realidade acaba contribuindo para que, no conjunto de tantas vozes, as singularidades de cada aluno sejam respeitadas.  Portanto, para Vygotsky, a sala de aula é, sem dúvida, um dos espaços mais oportunos para a construção de ações partilhadas entre os sujeitos.